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Como a publicidade infantil afeta mães?

Como a publicidade infantil afeta mães?

Como a publicidade infantil afeta mães?

Todo ano é, de fato, a mesma coisa. Chega perto de maio e as empresas têm muito a dizer sobre como é lindo e mágico ser mãe. Entretanto, algumas dessas mesmas companhias passam o ano todo interferindo na autonomia familiar ao direcionar anúncios às crianças. Contraditório, não? A publicidade infantil afeta mães direta e diariamente e, além de ser antiética, é uma prática ilegal.

 

Criar e educar uma pessoa é uma tarefa cheia de desafios. Famílias – principalmente mães, que carregam um peso socialmente imposto muito maior – não precisam de empresas dificultando suas vidas. Afinal, a publicidade infantil traz consequências para crianças e para todos ao seu redor, causando estresse familiar, superendividamento e tantos outros prejuízos.

 

E essa é uma estratégia planejada pelas empresas

Anunciantes que direcionam suas ações publicitárias de produtos e serviços diretamente para as crianças passam por cima da autonomia maternal. Ou seja, eles transmitem os valores que bem entendem (na maioria das vezes, extremamente consumistas) e estimulam desejos de consumo para os pequenos sem necessariamente ter a anuência dos responsáveis. Nesse sentido, quando visam apenas ao lucro, essas empresas acabam interferindo na relação entre mães e seus filhos e filhas.

 

E se engana quem pensa que não há intencionalidade em muitos desses processos: as crianças têm papel importante na escolha de consumo das famílias – e muitas empresas sabem disso. De acordo com o Instituto Locomotiva, 9 a cada 10 mães são influenciadas pelos seus filhos quando vão ao mercado, e há quem se valha – e incentive – o conhecido “fator amolação”.

 

Quem convive com crianças certamente já se deparou com elas pedindo algo sobre o qual nunca tenhamos ouvido falar. Isso acontece uma vez que as companhias que conhecem essa força de persuasão cercam os pequenos de publicidade infantil por todos os lados – até em locais em que seus responsáveis não estão presentes, como em escolas e, principalmente, na Internet. No mundo digital, empresas e plataformas ainda exploram comercialmente as crianças de maneira velada, seja por conteúdos publicitários camuflados ou mesmo coletando e tratando dados pessoais infantis de forma ilegal. Tudo isso é um grande desrespeito às famílias!

 

Publicidade infantil afeta mães: então o que empresas deveriam fazer?

Uma solução simples e direta para esse problema é empresas direcionarem toda e qualquer publicidade a mães, pais e responsáveis. Afinal, não são eles que detêm o poder de compra das famílias? Além disso, apenas os adultos têm capacidade de compreender o caráter persuasivo da comunicação mercadológica.

 

Respeitar as leis e deixar de praticar publicidade infantil, como tantas empresas bem sucedidas já se comprometeram a fazer, é a única maneira de não interferir na dinâmica familiar e dificultar a já nada fácil tarefa das mães. Mais do que presentes, todas as mães merecem e precisam de respeito e paz – inclusive por parte do mercado.

 

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