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Festival comKids Interativo 2022 promove reflexões sobre a produção digital de qualidade para crianças e adolescentes

Festival comKids Interativo 2022 promove reflexões sobre a produção digital de qualidade para crianças e adolescentes

Festival comKids Interativo 2022 promove reflexões sobre a produção digital de qualidade para crianças e adolescentes

Entre os dias 10 e 25 de agosto, aconteceu a primeira parte do Festival comKids Interativo 2022. Em sua 13º edição, o evento trouxe uma proposta híbrida, com atividades presenciais e digitais, para estimular discussões a partir do tema “Entre o metaverso e os multiversos, as infâncias e a potência dos personagens e suas histórias”. Entre as conversas, foi discutido, por exemplo, sobre produção digital de qualidade para crianças e adolescentes.

 

A programação da etapa formativa contou com a presença da diretora-executiva do Instituto Alana, Isabella Henriques, para falar sobre os desafios da construção de uma Internet mais segura para as infâncias e a necessidade das empresas de tecnologia se comprometerem com a garantia dos direitos de crianças e adolescentes.

 

Confira a participação na íntegra de Henriques no Momento comKids:

 

A programação completa da primeira parte do Festival comKids Interativo 2022, tanto as premiações quanto os momentos formativos, estão disponíveis on-line. As atividades seguem presencialmente até o dia 14 de setembro com a mostra audiovisual infanto juvenil em São Paulo.

 

A importância da produção digital de qualidade para crianças e adolescentes

Durante a sua exposição “Direito da criança na Internet: por um ambiente digital que garanta a plena e sadia fruição das suas várias oportunidades pelas crianças”, Henriques abordou os riscos que estão presentes no ambiente digital por conta das diversas violações dos direitos infantis, como de privacidade, segurança e liberdade. Além disso, ainda há discriminações de tratamento e oferta de proteções desiguais na Internet. Por exemplo, é o caso do que acontece com crianças e adolescentes que estão no Sul Global.

 

Também foram apresentadas ações que estão acontecendo em diferentes lugares do mundo sobre os impactos do design persuasivo adotado pelas plataformas digitais que acabam resultando em uma grande coleta de dados. Isso acontece, sobretudo, com crianças e adolescentes. Essas informações são usadas, em muitos casos, para a micro-segmentação publicitária e a modulação comportamental – uma prática ilegal no Brasil.

 

“Quando falamos dos direitos da criança por design, é muito importante que o ambiente digital seja constituído de forma sensível e amigável às crianças. Isso diz respeito tanto à governança corporativa das empresas de tecnologia, como também à forma que elas vão desenvolver e prestar seus produtos e serviços. É fundamental garantir que, por padrão, as configurações atentem para a importância da garantia de direito de crianças e adolescentes.” Isabella Henriques, diretora-executiva do Instituto Alana

 

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