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5 vezes que o Criança e Consumo incentivou um brincar livre de consumismo

5 vezes que o Criança e Consumo incentivou um brincar livre de consumismo

5 vezes que o Criança e Consumo incentivou um brincar livre de consumismo

Ainda hoje, não é difícil encontrar ações publicitárias direcionadas às crianças incentivando valores extremamente consumistas. De fato, uma parte do mercado insiste nessa prática abusiva, antiética e ilegal de direcionar comunicação mercadológica ao publico infantil. As crianças, como seres hipervulneráveis que são, podem internalizar esses valores e acreditar que, para se divertir, é preciso comprar. Por isso, há 15 anos, o Criança e Consumo promove ações mostrando que o brincar livre de consumismo é possível.

 

Confira 5 vezes que, ao longo da nossa história, incentivamos e propusemos reflexões sobre brincadeiras sem nenhum consumo excessivo:

 

1 – Quando, todo ano, lembramos: O Dia é das Crianças, não do mercado!

Com a proximidade de datas comemorativas, o mercado anunciante tende a aumentar a quantidade de estímulos ao consumo. Sem dúvida, a publicidade infantil entra nesta conta. Entretanto, sempre defendemos que datas como o Dia das Crianças não precisam (e nem devem) ser sinônimos de consumismo. Em 2007, Lais Fontenelle, então psicóloga do programa, escreveu um artigo para a Folha de S.Paulo sobre essa reflexão. Nele, Fontenelle questionou as motivações consumistas que rondam o Dia das Crianças.

 

“Paremos para refletir. Olhemos para a infância que nos circunda e rememoremos nossa experiência infantil” escreveu Fontenelle. “Assim, talvez possamos subverter a ordem estabelecida do consumismo desenfreado e encontrar uma forma mais sincera de homenagearmos nossas crianças.”

 

Desde então, todos os anos, oferecemos para famílias dicas de como celebrar datas comemorativas sem consumismo. No ano passado, 2020, fomos além e criamos um Especial Dia das Crianças. Nele, há conteúdos para ampliar o debate não apenas com famílias, como também com educadores, anunciantes, órgãos públicos e influenciadores. Afinal, proteger as crianças da exploração comercial é um dever de todos!

 

2 – Quando defendemos que Crianças também merecem brincar livre de consumismo na internet

Desde que o Criança e Consumo começou, 15 anos atrás, muita coisa mudou. Hoje em dia, as crianças já constituem ⅓ do público da internet (UNICEF, 2017). Porém, o ambiente digital impõe desafios específicos para a proteção dos direitos infantis. Crianças têm o direito de estarem protegidas na internet e não da internet.

 

Mesmo assim, não é de hoje que nos preocupamos com a segurança digital infantil. Desde o início da nossa atuação, denunciamos jogos e experiências on-line que exploram crianças comercialmente. Em 2007, uma de nossas primeiras denúncias foi, justamente, de games infantis. Level Up, NeoPets, SpaceKids e Habbo Hotel eram sites para crianças, mas as exploravam comercialmente, além de apresentarem conteúdos impróprios. Um caso mais recente foi a denúncia da Mattel ao Ministério Público de São Paulo por “Você Youtuber Monster High”. Na campanha, a empresa de brinquedos contratou uma youtuber mirim para incitar desejo de consumo nos pequenos. Mas a empresa não saiu impune! Em 2020, o Tribunal de Justiça de São Paulo condenou a Mattel ao pagamento de dano moral coletivo. Ainda, a empresa foi proibida de utilizar canais no YouTube protagonizados por crianças para praticar publicidade infantil.

 

Além de ações de litígio, também defendemos o brincar livre de consumismo na internet por outras iniciativas. Por exemplo, participamos da construção do Comentário Geral N.25 sobre os direitos das crianças no ambiente digital. As contribuições apresentadas pelo Criança e Consumo levantaram o debate da segurança digital infantil frente à exploração comercial. Lançado recentemente, o documento do Comitê dos Direitos da Criança da ONU reforça que direitos infantis se aplicam à internet. Em outras palavras, crianças têm, sim, o direito de acessar as oportunidades que o mundo digital traz. Inclusive, os pequenos devem poder se divertir on-line de maneira segura e livre de publicidade.

 

3 – Quando dissemos para o mundo que a criança não pode ser a alma do negócio

Sem dúvida, filmes são uma ótima forma de estimular reflexões, debates e conversas importantes. Por isso, em 2008, lançamos o documentário “Criança, a Alma do Negócio”, mostrando os impactos da publicidade infantil na criação de valores consumistas nas crianças.

 

Desde então, o filme vem fomentando debates no Brasil e no mundo, contribuindo até para mudanças de condutas corporativas. Atualmente, o documentário está disponível na plataforma Videocamp, assim como outros filmes importantes para a história do Criança e Consumo.

 

4 – Quando promovemos as Feiras de Trocas de Brinquedos

Em 2011, organizamos uma reunião, em uma praça de São Paulo, com 20 crianças para que trocassem seus brinquedos. Logo após, esse pequeno evento feito em parceria com o Movimento Boa Praça cresceu e se espalhou pelo Brasil inteiro. A Feira de Trocas de Brinquedos é uma forma divertida de garantir um brincar livre de consumismo. E de lembrar que, para ter brinquedos novos, não é preciso comprar! Além disso, as feiras são momentos para ressignificar os brinquedos. Esses encontros são, de fato, uma alternativa sustentável de lazer que promove colaboração, socialização e criatividade entre as crianças.

 

Entretanto, neste momento de pandemia de COVID-19, o isolamento físico ainda se faz necessário. A promoção de feiras de trocas, infelizmente, não tem sido uma realidade. Contudo, vale conhecer a iniciativa e os valores que ela promove. Assim que voltar a ser possível, esses encontros especiais acontecerão novamente em todo o país!

 

5 – Quando defendemos que brinquedos não precisam de plástico!

Se olharmos para as prateleiras das lojas e para os anúncios de brinquedos direcionados às crianças, percebemos que a grande maioria é feita de plástico. Aliás, nossa pesquisa Infância Plastificada aponta que 90% dos brinquedos são desse material. Mas a realidade não precisaria, nem deveria, ser assim. A brincadeira, sem dúvida, não se encontra apenas nas lojas. Em 2020, lançamos o informativo “A brincadeira e o brinquedo precisam de plástico?”, em parceria com os programas Criança e Natureza e Território do Brincar, também do Instituto Alana. O informativo apresenta alternativas de brinquedos com materiais que, sobretudo, estão disponíveis na natureza ou até mesmo dentro das casas.

 

 

Desde seu início, o Criança e Consumo reconhece a importância do brincar livre de consumismo. Nesses 15 anos, promovemos iniciativas buscando driblar os estímulos do mercado e desvincular a diversão da aquisição de novos produtos.

 

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