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Volta às aulas: dicas para reduzir o consumismo infantil

Volta às aulas: dicas para reduzir o consumismo infantil

Volta às aulas: dicas para reduzir o consumismo infantil

Algumas sugestões para evitar endividamentos e compras desnecessárias nessa época do ano.

 

Com a chegada do ano novo escolar, inicia-se também o período de compras de materiais escolares. Nessa época, muitas empresas investem alto em publicidade infantil, principalmente em vídeos do Youtube com publicidade velada, incentivando as crianças a associar a volta às aulas à aquisição de novos produtos. Os principais impactos disso são gastos acima do esperado, superendividamento e estresse familiar.

 

Pensando em reduzir o consumismo infantil nesta volta às aulas, listamos algumas dicas para ajudar pais, mães e responsáveis com o delicado equilíbrio entre as contas e os pedidos das crianças.

 

1. Comprar somente o que for necessário

Materiais escolares adquiridos no ano anterior, muitas vezes, permanecem em bom estado e podem continuar em uso. Separe todos os materiais que a criança já possui e escolha, junto com ela, o que pode continuar em uso e quais itens novos precisam ser adquiridos realmente. Envolver a criança nessa decisão é, também, uma forma de incentivar o consumo consciente.

 

2.  Materiais customizados são únicos e exclusivos

Quando tiverem escolhido quais materiais vão continuar em uso este ano, proponha uma “oficina de customização” com bottons, adesivos divertidos ou canetas permanentes, para que elas possam exercitar a sua criatividade incrementando os itens. Além de ser mais um passatempo divertido durante as férias e uma atividade sustentável, esses materiais, depois de prontos, ficarão diferentes do ano anterior e serão exclusivos.

 

3. O que é combinado não sai caro

No momento de ir às compras de material escolar, se possível, deixe as crianças em casa ou compre os materiais por meio de lojas online. Essas são estratégias simples que poderão evitar pedidos insistentes dos pequenos por itens dispensáveis. Caso não seja possível, antes de sair, converse com a criança para explicar qual será o limite do gasto e faça uma lista de o que ela poderá escolher. Isso pode ajudar a reduzir os pedidos por impulso. Mas, caso haja insistência por algo, é importante saber explicar que aquele item não cabe no orçamento e que não poderá ser comprado, visto o que já foi combinado antes.

 

4. Personagens custam (muito!) caro

Por meio da publicidade infantil, as empresas estimulam as crianças a acreditarem que é importante adquirir materiais novos e que estes precisam ser de determinado modelo, marca e, muito frequentemente, com personagens da moda. Porém, a escolha desses produtos tem impacto direto no bolso das famílias, já que a presença de personagens e logotipos licenciados encarece os materiais, em média, seis vezes. Por isso, é importante o combinado sobre o que realmente precisa ser comprado, qual o limite de gasto e quais itens a criança poderá escolher.

 

5. Feiras de trocas promovem sustentabilidade

Vale incentivar a escola a promover feiras de troca de livros e uniformes, passando os itens das crianças mais velhas para as mais novas, assim como acontece nas feiras de trocas de brinquedos. Além da economia financeira, essa atitude contribui para sustentabilidade e incentiva as crianças a cuidarem mais dos materiais que poderão ser reutilizados por um colega no ano seguinte. Caso não seja possível realizar essa ideia no espaço da escola, converse com os outros pais, mães e responsáveis para organizar em outro local. E lembre-se de envolver a participação das crianças, aproveitando a oportunidade para conversar sobre sustentabilidade.

 

6. Publicidade na escola não é legal

Atualmente, algumas empresas têm escolhido a escola como um lugar para promover, de forma velada, de seus produtos ou serviços diretamente ao público infantil. As crianças, por conta da fase peculiar de desenvolvimento que vivenciam, não percebem o caráter persuasivo dessas ações e as confundem com atividades pedagógicas, esportivas ou culturais. Caso a escola do seu filho ou filha receba ações publicitárias de empresas, converse com a direção, explique que a publicidade dirigida ao público infantil é abusiva e ilegal e solicite que o ambiente escolar seja livre de qualquer comunicação mercadológica. Conheça alguns casos de publicidade em escolas que o Criança e Consumo vêm acompanhando.

 

7. Mais brincadeiras e menos telas nas férias 

Esse é o período do ano em que as crianças ficam mais expostas à publicidade infantil de materiais escolares na TV, conforme mostrou o Monitoramento de Publicidade Infantil na TV Paga, realizado pelo Criança e Consumo. Já na internet, as crianças são impactadas com publicidade infantil velada, em canais de youtubers mirins, com os chamados “unboxing” de produtos, que trazem mensagens mercadológicas difíceis de serem distinguidas do conteúdo de entretenimento. Para minimizar os impactos desses apelos consumistas, que tal aproveitar o mês de férias para sugerir brincadeiras ao ar livre que não envolvem telas, como brincar com os vizinhos na área comum do prédio ou andar de bicicleta? Essas atividades ainda vão render ótimas lembranças para serem contadas aos colegas na volta às aulas.

 

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