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Diversão para crianças e marca não combinam!

Diversão para crianças e marca não combinam!

Diversão para crianças e marca não combinam!

Banco Itaú realiza projeto para o público infantil com forte exposição da marca.

O projeto Criança e Consumo, do Instituto Alana, enviou uma notificação à empresa Banco Itaú S.A pelo desenvolvimento de estratégias de comunicação mercadológica direcionadas para crianças no projeto “Escolinha de Bike”, promovida pelo Banco e lançado no Dia das Crianças, em 2015. No documento o Criança e Consumo pede esclarecimentos sobre as ações realizadas.

As atividades desenvolvidas em 2015, e que continuaram em 2016, consistiam em circuitos de bicicleta para crianças de dois a sete anos de idade para que elas aprendessem conceitos de educação no trânsito. A ação, associada a momentos de entretenimento, com gincanas e atividades recreativas, contava com uma forte presença do logotipo da marca, com a visível intenção de atingir as crianças e fideliza-las.

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Em Salvador, durante o Carnaval de 2015 e 2016, o Itaú criou um espaço direcionado para crianças, chamado de “Vila Infantil Itaú”, que contava também com um mini circuito de bicicletas infantis. No local, as barracas, atrações e bicicletas infantis exibiam o logotipo da empresa.

O Criança e Consumo entende que práticas como a desenvolvida pelo Itaú são abusivas, e, portanto, ilegais, por desrespeitarem a proteção integral e a hipervulnerabilidade da criança, violando o artigo 227, da Constituição Federal, dispositivos do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), artigos 36, 37, § 2º e 39, IV, do Código de Defesa do Consumidor e Resolução 163 do Conanda (Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente).

Acompanhe o caso:

Foto: Max Haack/ Agecom

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