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Regras claras para publicidade

Regras claras para publicidade

Regras claras para publicidade

Pesquisa revela percepção da população sobre os meios de comunicação do país e mostra que a sociedade quer uma regulação mais eficiente da programação e da publicidade.

Cerca de 43% dos brasileiros não se identificam com a programação da TV e 71% acreditam que deve haver mais regras para o que é veiculado. Esses foram alguns resultados da pesquisa da Fundação Perseu Abramo sobre Democratização da Mídia, realizada pela Mark Sistemas de Pesquisa. O levantamento compilou 2.400 entrevistas realizadas pelo país entre abril e maio de 2013.

Enquanto 82% assistem diariamente à TV aberta, quase metade da população não se sente representada com o que é transmitido. Sete em cada 10 brasileiros acreditam que a programação deve ter alguma regulação e, para os entrevistados, a publicidade é um dos aspectos essenciais que devem ser regulados: 2/3, ou 66%, acham que deveriam existir mais regras para a sua exibição. A maioria ainda acredita que essa regulamentação deve ser definida e fiscalizada por meioo de controle social, e não somente pela autorregulamentação, evidenciando a falta de confiança na regulação feita só pelo mercado.

 O estímulo ao consumo apareceu como um dos aspectos da publicidade televisiva que deveria ser regrado, junto com a apelação, o mau gosto, a exploração da mulher e a violência. Para a maioria dos entrevistados, as publicidades podem ser veiculadas desde que com regras limitadoras da apologia do consumo (para 57%) e da exposição de pessoas famosas (para 59%).  Já programas e publicidades para crianças precisam ser regulados para 63%, enquanto 15% são totalmente contrários a sua veiculação.

A publicidade de bebidas alcoólicas também é questionada pela população. Quase a totalidade (88%) apoia mudanças na legislação, seja seu banimento da TV (44%), ou sua restrição a horários noturnos e de madrugada (44%).

Imagem: Lance Page; Adaptado de: saschapohflepp

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