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Classificação etária de brinquedos deve considerar publicidade

Classificação etária de brinquedos deve considerar publicidade

Classificação etária de brinquedos deve considerar publicidade

Se um brinquedo traz em si comunicação mercadológica, ele deve ser direcionado às crianças maiores de 12 anos – vide o exemplo de jogos como o “Super Banco Imobiliário”, da Estrela

O Alana enviou, em dezembro de 2012, uma manifestação à Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), dentro da consulta pública sobre “Segurança dos Brinquedos”, pedindo que seja também um critério de classificação etária o fato de o brinquedo ou jogo trazerem em si publicidade e exposição de marcas.

As crianças menores de 12 anos são mais vulneráveis aos apelos da publicidade, além de não conseguirem definir claramente o que é comunicação mercadológica e o que faz parte do próprio jogo. Por isso, jogos como o “Super Banco Imobiliário” e o “Super Jogo da Vida” (ambos da Estrela), com diversas marcas em sua embalagem e tabuleiro, devem ser indicados para os maiores de 12 anos (hoje, são indicados para maiores de oito anos).

O projeto da ABNT referente à segurança de brinquedos apresenta diretrizes para a determinação da faixa etária indicada – e leva em consideração aspectos relacionados ao desenvolvimento motor, cognitivo e ao comportamento das crianças.

Na carta enviada à ABNT, o Alana pede que, diante do exemplo dos jogos citados, seja também considerada a vulnerabilidade que caracteriza crianças de até 12 anos diante de mensagens mercadológicas, comerciais e publicitárias. A inclusão desse critério faria com que jogos como os da Estrela não fossem indicados para pequenos de oito anos – pelo menos não enquanto seguirem sendo transformados em rentáveis espaços comerciais para a marca.

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