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Criança e Consumo envia carta à Coca-Cola por publicidade infantil

Criança e Consumo envia carta à Coca-Cola por publicidade infantil

Criança e Consumo envia carta à Coca-Cola por publicidade infantil

No último dia 28, o Criança e Consumo enviou carta à Coca Cola Indústrias Ltda., pedindo esclarecimentos sobre o direcionamento de comunicação mercadológica voltada ao público infantil.

 

De acordo com o documento, para a promover seu refrigerante, a empresa fez parceria com o canal de uma youtuber mirim que tem crianças como público-alvo. E, além disso, desenvolveu junto da Panini Brasil – responsável pelo álbum de figurinha oficial da Copa do Mundo – um álbum digital que tinha forte presença do logo da empresa.

 

Além de desrespeitar as leis brasileiras quanto à publicidade dirigida ao público infantil, a Coca Cola contrariou alguns acordos assinados por ela anteriormente: em maio de 2013, a empresa firmou compromisso global de não dirigir publicidade a crianças menores de 12 anos, reconhecendo, assim, que as estratégias de marketing têm forte impacto na saúde de crianças; e, em 2016, junto de dez outras companhias do setor de alimentos e bebidas não alcoólicas, assumiu a responsabilidade de ampliar seu papel na política de marketing e publicidade responsável para crianças.

 

Na carta, o Criança e Consumo questiona a forma como têm sido desenvolvidas as ações de comunicação mercadológica da empresa voltadas para crianças e enfatiza a abusividade de tais práticas comerciais, que ferem o artigo 227 da Constituição Federal, além de artigos do Estatuto da Criança e do Adolescente, do Código de Defesa do Consumidor e resolução do Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (Conanda), em claro “desrespeito à proteção integral e à hipervulnerabilidade presumida da criança”.

 

Em 20.7.2018, o Criança e Consumo recebeu resposta da empresa por e-mail. No documento, a Coca-Cola afirma que o álbum de figurinhas digital, lançado em parceria com a Panini, não se destina especificamente ao público infantil, mas reconhece que a inscrição de usuários no aplicativo não exigia nenhuma informação que pudesse evitar que crianças com menos de 13 anos se registrassem e fizessem uso do mesmo.

 

A respeito de conteúdo veiculado em canal de influenciadora digital mirim, a empresa afirmou que, “apesar de a youtuber agradecer um suposto convite feito pela Coca-Cola para que ela visitasse o local, tal convite nunca existiu”, tratando-se de um conteúdo criado, executado e veiculado exclusivamente pela criança youtuber.

 

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