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Heineken assume compromisso e admite impacto da publicidade em crianças

Heineken assume compromisso e admite impacto da publicidade em crianças

Heineken assume compromisso e admite impacto da publicidade em crianças

O Criança e Consumo enviou carta cumprimentando a empresa pela nova política de publicidade e avalia que a iniciativa indica o reconhecimento de que as estratégias de comunicação mercadológicas têm consequências negativas para crianças

 

A Heineken Brasil anunciou, no último mês, que deixará de veicular publicidade em mídias e ambientes cujo público seja composto por, pelo menos, 35% de crianças com menos de 12 anos de idade. Além disso, a companhia informou que, desde janeiro, não comercializa seus refrigerantes e refrescos, das marcas Schin e Tubaína, por exemplo, para instituições de ensino com estudantes que tenham idade inferior a 12 anos.

 

No último dia 21, o Criança e Consumo, enviou carta à empresa para cumprimentá-la pela ação. Segundo o documento, a iniciativa é um indicativo de que a companhia reconhece que as estratégias publicitárias têm forte influência nas decisões de consumo e acarretam consequências negativas na formação dos hábitos e valores de crianças, pessoas em peculiar fase de desenvolvimento.

 

A carta enfatiza que, ao assumir esse compromisso, a empresa demonstra preocupação com os impactos da publicidade de produtos alimentícios e bebidas não saudáveis na saúde de crianças, em acordo ao entendimento que vem sendo adotado por organizações internacionais como Organização das Nações Unidas (ONU), Organização Mundial da Saúde (OMS) e Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), especialistas em saúde pública e entidades da sociedade civil. Igualmente, a companhia assume “sua parcela de responsabilidade no dever de respeito, promoção e proteção dos direitos das crianças, com prioridade absoluta”.

 

O Criança e Consumo defende o fim de toda e qualquer comunicação mercadológica que seja dirigida às crianças — assim consideradas as pessoas de até 12 anos de idade, nos termos da legislação vigente —, a fim de, com isso, protegê-las dos abusos reiteradamente praticados pelo mercado. As grandes preocupações do programa Criança e Consumo são com os resultados apontados como consequência do investimento maciço na mercantilização da infância, a saber: o consumismo e a incidência alarmante de obesidade infantil; a violência na juventude; a erotização precoce e irresponsável; o materialismo excessivo; a insustentabilidade ambiental e o desgaste das relações sociais, dentre outros.

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