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Após carta questionando coleta de dados de crianças, Facebook se reúne com organizações

Após carta questionando coleta de dados de crianças, Facebook se reúne com organizações

Após carta questionando coleta de dados de crianças, Facebook se reúne com organizações

Participaram do encontro aqui no Brasil, representantes do programa Criança e Consumo e do coletivo Intervozes.

Após o envio de uma carta ao Facebook, elaborada pela organização norte-americana Public Citizen e assinada por 25 instituições do mundo todo, entre elas o Criança e Consumo, programa do Alana, que solicitava explicações sobre como os dados de crianças e adolescentes são coletados e distribuídos, representantes da empresa convidaram organizações brasileiras para prestar esclarecimentos. Participaram do encontro, no começo de julho, o Criança e Consumo, programa do Alana, e o coletivo Intervozes.

A carta (leia aqui) questionava informações publicadas pelo jornal The Australian, que alegava que o Facebook teria realizado um estudo sobre o estado emocional e mudanças de humor de crianças e adolescentes usuários da rede social sem o consentimento deles. O objetivo seria oferecer esses dados aos anunciantes do Facebook para ajudar na promoção de seus produtos a partir da exploração das emoções e vulnerabilidades dos mais jovens.

Na reunião, o Facebook afirmou que o estado emocional dos usuários jovens não foi usado para fins publicitários, mas admitiram que houve um problema, pois levantamentos de dados que envolvem grupos ou temas sensíveis, mesmo que para uso interno, devem passar por um controle mais rígido e ser aprovados por uma equipe ampliada da empresa.

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Durante o encontro, as organizações questionaram o Facebook sobre a presença de crianças com menos de 13 anos na rede social (segundo sua política de uso só é permitido o cadastro de pessoas com mais de 13 anos) e de fanpages de youtubers mirins na rede social, que possui uma audiência majoritariamente de crianças. A empresa informou que existe uma página para denunciar o perfil de crianças e outra para auxiliar pais e mães a lidar com o uso dos jovens nas redes sociais, mas que ainda não há uma política sobre fanpages de crianças.

O Facebook vai considerar criar uma campanha para informar pais, mães e responsáveis sobre as regras de idade da plataforma, explicando os motivos pelos quais a rede social não é adequada para pessoas com menos de 13 anos. Segundo a TIC Kids Online de 2015, 50% das crianças usuárias de internet entre 9 e 10 anos afirmam possuir perfil no Facebook.

Foto: Via Flickr

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