Procter & Gamble – Duracell (abril/2015)

O Instituto Alana, por meio de seu Projeto Criança e Consumo, constatou comunicação mercadológica dirigida à criança na ação promovida pela empresa Procter & Gamble para vender as pilhas da marca Duracell.

A ação consistiu na exibição de comercial televisivo em canais infantis, com apelos como animações, músicas e personagens atrativas ao universo infantil (coelho “Bunny”). Além disso, a empresa produziu uma websérie, intitulada “Pilhados”, disponibilizada em redes sociais e na página do Youtube da marca, a qual se desenvolve em torno de histórias evidenciando a eficiência da pilha Duracell por meio da comunicação direta com a criança.

A análise da estratégia publicitária desenvolvida pela empresa P&G torna evidente a intenção da anunciante de direcionar sua mensagem comercial ao público infantil, seduzindo-o ao consumo de um produto que, como fator agravante, é extremamente perigoso para a saúde das crianças.

O anúncio, as imagens exibidas nas redes sociais e os vídeos da série promovendo o produto utilizam personagens, animações divertidas e coloridas, de maneira que alcançam diretamente a criança e abusa de sua hipervulnerabilidade para vender um produto perigoso para sua saúde, indo na contramão da legislação pátria.

Ademais, utiliza-se de uma comunicação transmídia, que atinge a criança por meio de diversas mídias e faz com que a marca esteja presente no cotidiano da criança através de todas as redes a que tem acesso (televisão, sites na Internet, Facebook, YouTube).

O Projeto Criança e Consumo entende que práticas comerciais como a desenvolvida pela P&G são abusivas, e, portanto, ilegais, por desrespeitarem a proteção integral e a hipervulnerabilidade da criança, em patente violação ao artigo 227, da Constituição Federal, diversos dispositivos do Estatuto da Criança e do Adolescente, artigos 36, 37, § 2º e 39, IV, do Código de Defesa do Consumidor e Resolução 163 do Conanda.

O Projeto Criança e Consumo seguirá acompanhando o caso.

Arquivos relacionados:

6.4.2015 – Representação encaminhada ao Instituto Estadual de Proteção e Defesa do Consumidor do Espírito Santo (Procon – ES)

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