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Uruguai batalha contra a obesidade infantil

Uruguai batalha contra a obesidade infantil

Uruguai batalha contra a obesidade infantil

O país vem trabalhando ao lado de outras nações para reduzir os índices de obesidade entre os adultos e as crianças.

As doenças não transmissíveis relacionadas com a má alimentação e falta de atividade física, como a obesidade, as cardiovasculares, hipertensão, diabetes, câncer e osteoporose representam a principal causa de morte no Uruguai, de acordo com informações do governo local. O consumo de alimentos e bebidas ultraprocessados é tão alto no país que chega a 49,5 kg por pessoa por ano, posicionando o Uruguai como um dos países da América Latina com maior crescimento nas vendas desses produtos entre 2000 e 2013.

Segundo a Pesquisa Nacional de Fatores de Risco para Doenças Crônicas do Ministério da Saúde Pública (MSP) do Uruguai, 11,5% das crianças com mais de quatro anos e 9,5% daquelas com menos de dois anos estão obesas. Entre os adolescentes, 20,2% apresentam sobrepeso e 7% estão obesos. Além disso, 70% dos adolescentes de 13 a 15 anos consomem uma ou mais vezes por dia bebidas açucaradas. Esse cenário resultou em um aumento de sobrepeso e obesidade no país nos últimos anos.

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No país existe a Lei de “Alimentação Saudável nos Centros Escolares” (Nº 19.140), formulada em 2013, que tem por finalidade proteger a saúde da população em estabelecimentos escolares, públicos e privados por meio da promoção de hábitos alimentares saudáveis.

Sobre a publicidade, o governo do Uruguai reconhece que as crianças são as mais vulneráveis em relação ao poder persuasivo das mensagens comerciais, e são incapazes ainda de discernir essa intenção. Por isso a importância de uma ação educativa em diferentes âmbitos para melhorar o hábito alimentar, incentivar a atividade física e evitar o excesso de peso.

O Uruguai como membro da Unasur (União das Nações Sul-Americanas) ao lado da Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Colômbia, Equador, Guiana, Paraguai, Peru, Suriname, Uruguai e Venezuela decidiram levar um documento à Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) e à Organização Mundial da Saúde (OMS) para desenvolver um convênio global. O objetivo é que este convênio ajude a gerar uma contracultura no que diz respeito à alimentação e promova bons hábitos alimentares entre a população.

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