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Sonhos de celebridade para meninas

Sonhos de celebridade para meninas

Alana notifica Estrela, revista Caras e Xalingo por comunicações que supervalorizam beleza e consumo entre meninas.

Com o que as meninas de hoje sonham? Parece que para algumas empresas elas desejam fama e glamour. As crianças, principalmente as meninas, são constantemente alvejadas por campanhas mercadológicas que têm a fama e a riqueza como valor e incentivam uma preocupação precoce e excessiva com a aparência. 

A tendência de ‘adultizar’ as crianças com o objetivo de ampliar as opções de venda do mercado, induzindo-as por meio de mensagens publicitárias e promoção de estilos de vida materialistas, não é uma conduta ética, nem legal. Ao contrário, ensina crianças, ainda em formação, um comportamento individualista, supérfluo e precoce  que, muitas vezes, contribui para sérios problemas, como baixa autoestima, depressão, ansiedade, compulsão por gastos e distúrbios como a anorexia.

Recentemente, três empresas foram notificadas pelo Alana por anunciar diretamente para meninas, vendendo para elas esse desejo de serem lindas e famosas e ignorando o fato de que elas ainda são crianças.

Ação Caras e Estrela

Entre agosto e outubro de 2012, a Estrela e a revista Caras se uniram na promoção “Susi e Você, Estrelas de Revista”, que oferecia às meninas de até 15 anos a chance de aparecerem na sobrecapa da publicação, por meio do sorteio de cupons que poderiam ser obtidos através da compra de bonecas Susi.

Em fevereiro de 2013, o Alana encaminhou notificação para ambas, ressaltando o direcionamento da campanha ao público infantil e o apelo à adultização precoce. A revista Caras enviou uma resposta em que nega que a comunicação mercadológica da promoção fosse dirigida a crianças, embora o Alana tenha constado que, além de o prêmio ter como alvo o público infantil, as peças promocionais tinham apelo para meninas. Acompanhe o caso.

Xalingo

Já a empresa Xalingo, responsávelo pela linha de brinquedos “Teacup Piggies”, foi notificada em março de 2013. O comercial dos produtos – porquinhos de plástico com acessórios como roupas, passarela, limosine e spa, por exemplo, – era  marcado pelas referências a um estilo de vida fashion e glamoroso, incentivando valores supérfluos ligados à aparência e a um estilo de vida de ostentação. No filme, as “piggies” gostam de fazer compras, dançar, andar na limosine, festas, promovendo entre o público-alvo um comportamento consumista. A empresa encaminhou resposta ao Alana, no qual discorda do motivo da notificação. Acompanhe o caso.

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