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Repelente não é brinquedo

Repelente não é brinquedo

Repelente não é brinquedo

Na semana passada, a Anvisa proibiu a venda de repelentes com embalagens que tenham desenhos infantis. Segundo a Agência, os repelentes, mesmo os indicados para crianças, são tóxicos se ingeridos e, portanto, precisam ser aplicados por um adulto. A medida busca prevenir acidentes, já que o uso de imagens e figuras de apelo infantil despertam o interesse dos pequenos. 

“Esse cuidado é importante em todo o produto destinado às crianças, quer seja cosmético, alimento ou medicamento. Não podemos induzir uma criança a beber um produto por ele ter um aroma gostoso, isso é arriscado, ele pode ser tóxico”, explicou o diretor-presidente da Anvisa, Dirceu Barbano, em matéria no site da instituição.

Já vimos esse filme…

O anúncio de produtos químicos e até perigosos para crianças com apelos para o público infantil é mais frequente do que se imagina. Em março, o Alana notificou a fabricante de impermeabilizantes Vedacit por conta de uma campanha em gibis, outdoors e também jogos no site Climakids com personagens da Turma da Mônica.

Outro caso foi o do Pato Gel Adesivo, notificado pelo Alana em 2012, cujo filme publicitário foi exibido no Discovery Kids, com elementos bastante infantis.

“O comercial apresenta um mundo lúdico, sem perigos, de fácil manuseio, onde tudo se resolve num passe de magia e sem grande esforço, assim o próprio produto já não se configura como ele de fato é, um produto tóxico”, exemplifica Carla Rebelo, do Alana, em artigo para o Observatório da Imprensa.

Ao perceber a influência da criança nas decisões de compra domésticas, a indústria publicitária acaba utilizando o público infantil para promover suas vendas, mesmo quando os produtos não são destinados a ele e independente do risco que isso possa apresentar aos pequenos.

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