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Publicidade e licenciamento de produtos para crianças são debatidos no RioContentMarket

Publicidade e licenciamento de produtos para crianças são debatidos no RioContentMarket

Publicidade e licenciamento de produtos para crianças são debatidos no RioContentMarket

O RioContentMarket é um evento internacional realizado pela Associação Brasileira de Produtoras Independentes de TV (ABPITV) que procura discutir a produção de conteúdo audiovisual para a indústria da televisão e mídias digitais.

Marcos Nisti, CEO do Instituto Alana, o diretor e produtor Guilherme Fiuza e Marici Ferreira, diretora-presidente da Abral (Associação Brasileira de Licenciamento) participaram do painel que discutiu a publicidade e produtos voltados ao público infantil, mediado pela diretora Carla Camurati.

O representante do Alana frisou que a entidade tem pleiteado a aplicação de direitos garantidos já na Constituição de 1988 e no Código do Consumidor, documento por sua vez publicado em 1990. “O artigo 227 da Constituição Federal garante prioridade absoluta para os interesses das crianças e adolescentes. E que família, Estado e sociedade tem responsabilidades para com eles”. O CDC por sua vez proíbe a publicidade abusiva, que se aproveita da deficiência de julgamento de crianças até os seus 12 anos. “As garantias estavam lá, mas não se fez nada até muito tempo depois. Jogamos essa conversa para debaixo do tapete”, disse Nisti.

A Abral apresentou o projeto Eduque sem Medo, que incentiva mães e pais a educarem os filhos a respeito da publicidade indevida para crianças. “Somos contra abusos”, explicitou a presidente da entidade. “Acreditamos em educação”, completou Marici.

O cineasta Guilherme Fiuza, com experiência em obras para o público infantil – como o longa O Menino no Espelho, 2014 – refletiu sobre a importância de se valorizar a educação sem excesso de posses e marcas. “Fomos nós, adultos, que tiramos as crianças das brincadeiras de rua. Nós tiramos o espaço deles e no lugar demos tablets. Não sou contra você vestir a camiseta do seu herói, seja ele o Mickey ou o Che Guevara, mas sou contra essa publicidade que martela na criança a necessidade de se comprar, comprar e comprar”.

Carla Camurati – apoiada por Fiuza – reclamou da dificuldade em encontrar marcas que financiem projetos legais para crianças. “Elas muitas vezes usam a imagem da criança, mas quando você chega com um projeto eles dizem que não tem interesse em apoiar”, disse. Marcos Nisti, do Alana, mostrou alguns exemplos de marcas que patrocinaram conteúdos bacanas sem se valer da vulnerabilidade da criança para vender um produto, como a Bic, que apoiou a série “Que monstro te mordeu?”, do Cao Hamburguer, e Dettol, com um clipe animado da Palavra Cantada.

Fonte: ABPITV

Foto: RioContentMarket via Flickr

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