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De olho na obesidade infantil

De olho na obesidade infantil

De olho na obesidade infantil

Consumers International enviou carta aos ministros da Saúde da América Latina e do Caribe sobre o tema.

O escritório para a América Latina e Caribe da Consumers International, organização que reúne 240 instituições de defesa do consumidor em 120 países, dentre elas o Instituto Alana, lançou uma iniciativa para colaborar com a luta contra a obesidade infantil: enviou uma mensagem às ministras e ministros da Saúde da América Latina e do Caribe chamando atenção para o assunto.

“As empresas transnacionais produtoras de alimentos processados desfrutam de um poder econômico cada vez maior e se valem de estratégias de marketing bastante agressivas para atrair crianças e transformá-las em consumidores fiéis de seus produtos. Suas marcas são onipresentes, e pode-se inclusive falar de um ambiente obesogênico, que faz com que os consumidores tenham cada dia mais sobrepeso”, diz a mensagem enviada às autoridades de saúde, assinada pelo diretor do escritório regional da CI, Juan Trímboli.

A carta de Trímboli destaca ainda que hoje em dia se observa uma semelhança alarmante entre as técnicas publicitárias utilizadas pelos produtores de alimentos e aquelas  tradicionalmente utilizadas pelas empresas de tabaco. “Tais indústrias se valem de práticas parecidas também na forma como buscam criar obstáculos aos processos regulatórios desenvolvidos em favor da saúde pública, algo constatado pela diretora da Organização Mundial de Saúde (OMS), doutora Margaret Chan, ao dar início ao 8º Congresso Global de Promoção da Saúde no mês de junho de 2013”, acrescenta.

Uma vez que os consumidores e especialmente as crianças passam a sofrer de doenças como diabete, hipertensão, diversos tipos de câncer ou sofrem acidentes cárdio ou cerebrovasculares associados ao aumento de peso, “o percentual dos orçamentos nacionais para a saúde pública destinado a essas doenças aumenta constantemente, incrementando a carga econômica sobre os governos”. No Brasil, pesquisa divulgada no ano passado pelo Ministério da Saúde revelou que o gasto do Sistema Único de Saúde foi de R$ 488 milhões em 2011.

De acordo com o documento, “vários países da região estão tomando iniciativas para legislar e melhorar as condições em que vivem e se alimentam as pessoas, já que está comprovado que a autorregulação, defendida pela indústria, simplesmente não atinge os resultados requeridos. Se outros países assumirem iniciativas da mesma natureza, a batalha contra a obesidade se tornará mais sólida e mais eficaz”.

Dados da OPAS/OMS mostram que a América do Norte, a América Central, a América do Sul e o Caribe têm mais habitantes com sobrepeso e obesidade que outras regiões.

Leia a carta na íntegra, aqui.

Ilustração: Consumers International

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