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Até quando?

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Redes de fast food insistem em promover refeições com brinquedos apelativos ao público infantil. Dessa vez, Alana notifica China in Box e Ragazzo.

Mesmo com os índices alarmantes de obesidade infantil no Brasil, empresas de fast food buscam maneiras de convencer as crianças a consumir seus produtos. Venda casada de brinquedos colecionáveis, merchandising em programas infantis e uso de personagens do universo das crianças em brindes são algumas das estratégias que incitam os pequenos a querer consumir cada vez mais refeições, muitas vezes com alto teor de sódio,  gorduras e açúcar.

Nos últimos meses, duas empresas foram notificadas por ter sua comunicação mercadológica voltada ao público infantil. A rede de restaurantes Ragazzo foi contatada por conta da ação “Kit Ragazzo Carrossel”, divulgado na área “Kids” do site da empresa. Além disso, um vídeo publicitário na internet e nos intervalos comerciais da novela Carrossel também promovia o kit, composto de refeição  e brindes com a temática do programa, como mochilas e copos, que também poderiam ser comprados separadamente. Acompanhe o caso:

Já a rede China in Box foi notificada pela promoção “China Kids” em que comprando um dos pratos do pacote o cliente teria direito a um dos quatro copos personalizados colecionáveis, que brilham no escuro e possuem estampas especiais. Os brindes não poderiam ser adquiridos sem o consumo do prato. Acompanhe o caso:

Por enquanto, apenas a China in Box respondeu, dizendo que a prática não pode ser considerada ilegal com base na legislação atual, e ressaltando o papel dos pais no controle do consumo excessivo de alimentos não saudáveis por seus filhos – um desafio pra lá de difícil ao se considerar o bombardeio de apelos mercadológicos a que a criança está exposta diariamente. Tanto que 78% dos pais entrevistados por pesquisa Datafolha de 2011  afirmaram que os comerciais de alimentos não saudáveis levam seus filhos a amolar e pedir muito para comprar os produtos anunciados e 76% constataram que eles dificultam os seus esforços para educar o filho a se alimentar de forma saudável.

A responsabilidade não é só dos pais e cabe às empresas e ao Estado assumir seu papel e pensar em como lidar com esse problema de saúde pública.

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