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2019: um ano intenso e estratégico

2019: um ano intenso e estratégico

2019: um ano intenso e estratégico

 

Todos os anos são intensos para o Criança e Consumo e 2019 não foi diferente! Porém, neste ano, tivemos uma atuação ainda mais estratégica em temas emergentes, como tecnologias digitais e meio ambiente, e no alcance internacional da nossa discussão sobre a proteção dos direitos da infância frente à comunicação mercadológica. Colhemos muitos frutos e vamos continuar semeando, na certeza de que a luta por uma infância livre de consumismo e de publicidade infantil é urgente e necessária.

Também passamos por um planejamento estratégico que definiu as prioridades de atuação para 2020 e comemoramos a chegada de novos integrantes à equipe. Agora, é hora de celebrarmos nossas conquistas e renovarmos o fôlego para o próximo ano – que também promete intensidade!

Uma breve retrospectiva de 2019:

  1. Atuamos estrategicamente na esfera internacional

Ao longo do ano, contribuímos com o Novo Comentário Geral da ONU sobre os direitos da criança no ambiente digital, sugerindo a inclusão de itens como: o desenvolvimento do “child rights by design”, a regulamentação da publicidade infantil em ambiente digital e a proteção de dados pessoais de crianças, entre outros. Em novembro, acompanhamos as discussões sobre proteção dos direitos de crianças online, no Internet Governance Forum – IGF 2019, em Madri. E, em dezembro, fizemos uma palestra  sobre a relação entre publicidade infantil e mudanças climáticas, na conferência climática da ONU, COP25, em Madri.

  1. Batemos o recorde de Feiras de Trocas de Brinquedos

Em setembro, fizemos uma formação online inédita para a Feira de Trocas de Brinquedos que contou com 819 inscritos e resultou em um recorde de feiras no Brasil inteiro! Ao longo de todo o ano, foram mais de 100 feiras sendo, apenas no mês das crianças, 72 feiras em 46 cidades de 18 estados. Crianças de todas as regiões do país viveram a experiência de ressignificar seus brinquedos! 

  1. Empresas foram condenadas por publicidade infantil

Em 2019, vimos a condenação de várias empresas que foram denunciadas pelo Criança e Consumo. Destacamos alguns casos aqui. A Danone, a Bayer e a Sestini pagaram multa pelo direcionamento de publicidade ao público infantil. Esta última foi condenada, também, por promover discriminação racial e de gênero e, além da multa, firmou Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) se comprometendo, entre outros, a não realizar publicidade infantil e a adotar cotas raciais de 20% na empresa. Também destacamos a multa de R$ 3,5 milhões de reais que o SBT recebeu por realizar publicidade infantil na novela Carrossel. 

  1. Empresas foram condenadas por publicidade em escolas 

Várias empresas que fizeram publicidade infantil em escolas também tiveram condenação em 2019. A Panini, por distribuir álbuns e figurinhas da Copa do Mundo 2018 dentro de escolas, foi proibida pela Justiça de continuar com essa prática. E a Tirol, por “premiar” escolas com reformas que as deixavam repletas de logos da marca, foi condenada a retirar essas referências e proibida de repetir ações desse tipo, sob pena de multa. 

  1. Denunciamos a publicidade infantil da boneca L.O.L. Surprise!

Denunciamos a empresa de brinquedos Candide ao Ministério Público do Espírito Santo (MP-ES) pela publicidade infantil das bonecas L.O.L. Surprise!. Uma das estratégias abusivas utilizadas pela empresa é a publicidade velada em canais de influenciadores digitais mirins no formato unboxing. Além disso, a Candide demonstra descaso com os impactos ambientais, já que vende a ideia de parte da brincadeira ser descascar as muitas camadas de plástico que envolvem as bonecas. Até fizemos um vídeo no melhor estilo youtuber para expor este problema.

  1. Comemoramos a finalização do projeto EcoAtivos

Neste ano, finalizamos o projeto EcoAtivos que realizou formações presenciais e EAD (ensino à distância) sobre a cultura de sustentabilidade na comunidade escolar para professoras e equipe técnica das prefeituras, somando 1.871 pessoas de 414 escolas em 5 regiões do Brasil. Como um dos impactos, essas escolas realizaram 178 projetos com seus alunos.

  1. Monitoramos a publicidade infantil em canais da TV Paga

Para verificar a variação na quantidade de publicidade infantil em diferentes momentos do ano, fizemos um monitoramento, desde janeiro, de três canais infantis da TV a cabo. Entre outras constatações, notamos que, só em outubro, mês das crianças, a inserção de publicidade infantil cresceu, em média, 331%. Também evidenciamos que o setor de brinquedos é o que mais dirige anúncios para crianças. O sumário executivo do monitoramento está disponível aqui.

  1. Fizemos novas campanhas para gerar mudanças e reflexão

No início do ano, por meio da campanha “Abusivo Tudo Isso” convocamos as pessoas a pressionarem deputados e deputadas pela aprovação de um Projeto de Lei que propõe a proibição da prática de condicionar qualquer tipo de brinde, brinquedo ou prêmio à aquisição de produtos alimentícios destinados ao público infantil. Na Páscoa, fizemos uma campanha pedindo relatos de como as famílias lidam com a pressão do marketing para consumo de ovos de chocolate por crianças e obtivemos 858 respostas. Por fim, em novembro, realizamos a campanha “O Que a Black Friday Ensina para as Crianças”?”, nas nossas redes sociais, site e imprensa,  para refletir criticamente sobre os estímulos consumistas que essa data traz e como ela impacta as crianças. A campanha abordou temas como excesso de publicidade, consumo como promessa de felicidade e impactos ambientais. 

Em 2020, vamos continuar promovendo a reflexão acerca do consumismo na infância e defendendo o fim do direcionamento de toda e qualquer publicidade e comunicação mercadológica a crianças com menos de 12 anos de idade. Contamos com você para levantar essa bandeira junto conosco! 

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