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Volta às aulas: veja dicas para minimizar o consumismo

Volta às aulas: veja dicas para minimizar o consumismo

Volta às aulas: veja dicas para minimizar o consumismo

Criança e Consumo, Projeto do Instituto Alana, apresenta sugestões para que pais economizem na lista de materiais escolares.

Com a chegada do ano novo dá-se início também ao período de compras de materiais escolares logo depois dos gastos com Natal. Dessa forma, para os pais, esse retorno escolar pode significar gastos acima do esperado, já que as crianças associam o período a compra de novos materiais. “O bombardeio de publicidade de material escolar como mochilas, estojos, cadernos e outros produtos dá a ideia de que, para começar bem o ano, é preciso estar com tudo novo”, comenta a psicóloga e consultora Lais Fontenelle, do Instituto Alana.

E não são poucos os apelos das empresas de materiais escolares e até nas listas escolares para que os pais gastem mais do que o possível nessa época do ano. “Também são raras as escolas que incentivam a reutilização do material escolar e orientam pais com relação a essa questão. Usar a mochila ou o estojo do ano passado que estão em bom estado não é vergonha e sim um exemplo de sustentabilidade”, acrescenta Lais. Veja dicas que coíbem o estímulo ao consumismo infantil durante a volta às aulas e ajudam a manter os custos dentro do orçamento:

1. Reaproveite materiais do ano anterior

Fazer seus filhos reutilizarem certos materiais não é, de forma alguma, motivo de vergonha. Ao invés de ceder aos caprichos das crianças, quando elas insistem em pedir coisas novas, verifique quais itens de períodos letivos anteriores sobraram e avalie quais deles podem ainda ser usados. As férias podem ser um bom motivo para por o quarto em ordem e achar coisas bacanas que podem ser aproveitadas. Tirar um dia junto com seu filho para isso pode ser motivo de diversão.

2. Diminua a exposição das crianças à publicidade

No período de volta às aulas não é raro encontrarmos propagandas e comerciais – sejam eles televisivos, online, impressos em revistas ou mesmo espalhados pelas ruas em forma de cartazes e outdoors – divulgando intensa e insistentemente novas marcas de materiais escolares. Com a promessa de fazerem seus filhos serem os mais “descolados” no novo período que se inicia, muitos pais não resistem ao apelo e saem em busca dos itens. Por isso, diminua o tempo das crianças em frente à TV ou limite o acesso à internet. Aproveite o calor do verão para fazer programas ao ar livre e que não envolvam estímulo ao consumo como atividades culturais. Isso pode ajudar.

3. Evite materiais com estampas de personagens

Nem sempre o material mais caro é o de melhor qualidade ou o mais adequado para uso. Os produtos com personagens licenciados são os mais visados e caros. Desenhos animados e ícones juvenis estão nas capas dos cadernos e nas estampas das mochilas, provocando gastos acima do esperado para os pais, já que muitas vezes esses produtos chegam a custar 100% mais que aqueles sem personagens. Além disso, as campanhas mercadológicas muitas vezes induzem a compra dos produtos da moda, frequentemente acompanhados de personagens licenciados, portanto tente evitá-los. Que tal dar sua própria marca ao material? Uma ideia bacana pode ser customizar livros, agendas e afins com fotos, adesivos e recorte colagem com as crianças e além de economizar a diversão é garantida.

4. Deixe as crianças em casa ou converse com eles antes de ir às compras

No momento de sair às compras de material escolar, opte por deixar os filhos em casa. Essa é uma estratégia que poderá diminuir – e muito – as tantas situações desagradáveis de negar itens dispensáveis que poderão talvez ser pedidos por seus filhos. Além disso, é uma ótima maneira de economizar: durante uma pesquisa de preço de materiais escolares realizada pela Fundação Procon-SP em dezembro de 2015 na capital paulista, foi detectada uma diferença de preço de 420% para um mesmo produto, dependendo de sua marca ou da estampa que ele apresentava.

5. Converse com seus filhos sobre a volta às aulas e novidades

Será que só é interessante levar para escola novidades materiais nessa volta às aulas? Desconstrua essa ideia dialogando com as crianças sobre as novidades que trazemos das férias como passeios, filmes que assistimos, pessoas que conhecemos e lugares novos que visitamos. Um registro fotográfico e até textual pode ser feito com as crianças para elas levarem na primeira semana e assim compartilharem outras novidades e conquistas das férias com seus amigos e professores.

6. Posicione-se contra a publicidade nas escolas

Em um período tão conturbado como a volta às aulas, a publicidade direcionada ao público infantil é especialmente preocupante. Muitas empresas realizam ações mercadológicas dentro do ambiente escolar transformando cadernos, canetas, lápis, mochilas e lancheiras em símbolos de status entre as crianças. Elas induzem ainda mais o anseio das crianças por produtos novos e “do momento”, o que fere, muitas vezes, sua saúde psicológica. A publicidade dirigida ao público infantil é abusiva e ilegal, solicite que o ambiente escolar seja livre de qualquer comunicação mercadológica, como já previsto na Resolução 163 do Conanda (Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente) e na nota técnica do Ministério da Educação (MEC).

7. Incentive as escolas a fazer troca-troca de livros e uniformes

Vale incentivar a escola com troca-troca de livros e uniformes de crianças mais velhas passando para as mais novas. Isso contribui para sustentabilidade e incentiva as crianças a cuidar mais dos materiais e se sentir pertencente a uma comunidade colaborativa. Usar livros e roupas de crianças mais velhas pode ser bem estimulante e divertido para os menores. Pense nisso! E se a escola não promover esse espaço estimule os pais para tanto.

8. Saiba que dizer “não” é importante

Diante da insistência das crianças, é importante que os pais ou demais responsáveis tenham a consciência de que dizer “não” é fundamental para uma educação saudável. Essa atitude faz parte, portanto, do processo educativo e pode ajudar as crianças a lidarem com possíveis frustrações futuras, com as quais terão de lidar em certos momentos da vida adulta.

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Foto: Free Images

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