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Sem promoção enganosa: industrializados não substituem leite materno

Sem promoção enganosa: industrializados não substituem leite materno

Sem promoção enganosa: industrializados não substituem leite materno

Organização Mundial da Saúde (OMS) disponibiliza para consulta pública documento que orienta a restrição da promoção de alimentos substitutos do leite materno.

O Departamento de Nutrição para Saúde e Desenvolvimento (NHD), da Organização Nacional da Saúde (OMS), está elaborando um documento que irá fornecer recomendações para governos e instituições garantirem e valorizarem a alimentação saudável das crianças e restringirem as promoções inadequadas de alimentos e bebidas que substituem o leite materno. O texto faz referência aos critérios contidos no Código Internacional de Comercialização dos Substitutos do Leite Materno, que procura identificar esses alimentos e garantir que os bebês tenham uma dieta baseada no aleitamento materno.

O documento está disponível para consulta pública online no site da OMS, o propósito é que os comentários auxiliem na elaboração de uma versão final. A iniciativa surgiu de uma percepção global: a substituição cada vez mais frequente do leite materno por produtos industrializados, que são amplamente divulgados nos meios de comunicação e que muitas vezes não são adequados para as crianças por conterem uma grande quantidade de açúcar, gorduras saturadas e sódio.

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Essa situação pode contribuir para uma alimentação deficiente desde os primeiros meses de vida, levando a obesidade infantil. A OMS recomenda a amamentação exclusiva para bebês até os seis meses de idade e depois a ingestão de alimentos saudáveis como complemento. A amamentação deve ser contínua por até dois anos de idade ou mais.

Preocupados com essa situação, em 2010, a World Health Assembly (WHA) convocou os Estados Membros para alertar sobre os problemas decorrentes da promoção de alimentos inadequados para crianças e orientar que os governos cessem tal prática. A OMS criou o Grupo Consultivo Científico e Técnico (STAG) que definiu algumas diretrizes sobre o assunto que resultou na elaboração deste documento e que estará disponível para consulta pública até 10 de agosto.

É possível fazer download dessa primeira versão em árabe, chinês, inglês, francês, russo, e espanhol. Após esta consulta pública inicial o documento será discutido com atores da sociedade civil e do setor privado. Na sequência, o documento será apresentado ao Conselho Executivo da OMS, para depois ser levado aos Estados Membros na 69ª World Health Assembly (WHA) em maio de 2016.

Para participar é preciso preencher um formulário online disponível no site da OMS. Dúvidas podem ser enviadas para o nutrition@who.int. Para garantir a transparência no processo, a Organização vai disponibilizar os comentários publicamente no site.

Foto: Via Flickr Lucas Leite

 

 

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