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Publicidade nas escolas é tema de palestra para pedagogos

Publicidade nas escolas é tema de palestra para pedagogos

Publicidade nas escolas é tema de palestra para pedagogos

O Criança e Consumo participou da Semana da Pedagogia da FMU, levando o tema da publicidade infantil aos alunos.

Entre os dias 18 e 21 de setembro, os alunos do curso de pedagogia da FMU, do Campus Liberdade, em São Paulo, participaram da ‘Semana de Pedagogia’, que teve como pauta “Novos tempos para Diálogo, Reflexão e Formação”. Dentro da temática, no dia 18, a coordenadora do Criança e Consumo, Ekaterine Karageorgiadis, ministrou uma palestra sobre publicidade nas escolas.

Auditório faculdade FMU

Tratar do tema com futuros pedagogos é de extrema importância, pois eles serão os professores, coordenadores e diretores de escolas que eventualmente terão que lidar com o assédio publicitário das empresas. Questionada sobre como tratar do tema da publicidade nas instituições de ensino, Ekaterine disse “que a sensibilização da comunidade escolar é fundamental, para que todos juntos façam essa reflexão sobre o consumismo na infância e impeçam as ações dentro da escola”.

Durante a apresentação, Ekaterine lembrou que a legislação brasileira vigente já considera a publicidade direcionada às crianças abusiva, e, portanto, ilegal. E aquela que ocorre dentro da escola é ainda mais grave, por intervir em um espaço privilegiado para a formação de valores das crianças. “As empresas falam com as crianças nas escolas usando diferentes estratégias, como gincanas, competições, oferta de prêmios, inserção de logotipos em materiais escolares e uniformes. Algumas são camufladas como ações educativas, esportivas ou culturais, mas, na verdade, seu principal objetivo é fazer com que crianças conheçam as marcas anunciantes e seus produtos”, ressalta.

Coordenadora do programa Criança e Consumo, Ekaterine Karageorgiadis.

Sobre a atuação do Criança e Consumo, a coordenadora do programa contou que entre as suas diferentes frentes estão as ações jurídicas. A equipe envia cartas e notificações a empresas sobre os prejuízos da comunicação mercadológica às crianças e quando necessário, formaliza denúncias junto aos órgãos competentes pela defesa de direitos de crianças e consumidores, como Procon, Ministério Público e Defensoria Pública. Os casos estão disponíveis no site do Criança e Consumo.

E qualquer cidadão pode contribuir com ações para reduzir o consumismo infantil. No site do Prioridade Absoluta, programa do Alana, há informações de como denunciar uma publicidade direcionada para crianças, saiba mais aqui.

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Imagens: stocksnap.io e FMU

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