Notícias

#Obesidadeinfantil: OMS defende fim da publicidade de alimentos não saudáveis

#Obesidadeinfantil: OMS defende fim da publicidade de alimentos não saudáveis

#Obesidadeinfantil: OMS defende fim da publicidade de alimentos não saudáveis

Um grupo de especialistas está elaborando um relatório que deve orientar políticas públicas eficientes para erradicar a obesidade infantil.

A Comissão para Erradicar a Obesidade Infantil, da World Health Organization (WHO) da Organização Mundial da Saúde (OMS), está elaborando um relatório para auxiliar e orientar governos e organizações da sociedade civil para combater a obesidade infantil. O texto vai sugerir caminhos e alternativas de intervenções que possam ser replicadas em diferentes contextos ao redor do mundo e estratégias abrangentes com opções de políticas públicas.

A Comissão disponibilizou em seu site o relatório para consulta pública e realiza também audiências regionais com diferentes atores. O período de consulta vai até junho, depois de finalizado será apresentado à Diretoria da Organização Mundial da Saúde (OMS) para que ela transmita suas recomendações à Assembleia Mundial da Saúde.

O relatório apresenta um panorama geral da obesidade no mundo que entre as doenças não transmissíveis é uma das mais preocupantes no que diz respeito às crianças e adolescentes (com menos 19 anos). Ela é a principal responsável por doenças graves prematuras, como diabetes e problemas do coração. Entre 1980 e 2013, sobrepeso e a obesidade subiram 27,5% entre os adultos e 47,1% nas crianças. Elaborar medidas que acabem com a obesidade infantil é de extrema importância, a epidemia tem o potencial de minar os inúmeros avanços da medicina para melhorar a qualidade de vida e a longevidade.

Um dos principais fatores que contribuem para o ambiente obesogênico, que as crianças e adolescentes convivem atualmente, é a exposição excessiva a alimentos ultraprocessados e com baixo valor nutricional. Para reverter esse cenário, o relatório sugere a restrição da publicidade de alimentos não saudáveis, uma reformulação na sua distribuição nos mercados e campanhas governamentais que incentivem o consumo de alimentos saudáveis e a prática de atividades físicas. O relatório ressalta que qualquer tentativa de combater a obesidade infantil deve incluir a redução da exposição de crianças à publicidade de alimentos de baixo valor nutricional.

Ainda de acordo com a Comissão, novas evidências científicas destacam a importância de uma abordagem multifacetada e que incorpore diferentes estágios da vida, ações que vão desde a gravidez até a vida adulta. Os benefícios poderão ser sentidos na saúde da população e na saúde financeira local. Por isso, a Comissão pede que todas as organizações envolvidas direta ou indiretamente com o tema ajude a construir o relatório. A combinação entre parcerias, apoio dos governos e pesquisa científica são fundamentais para desenvolver estratégias eficazes para combater a obesidade infantil no mundo.

– Leia na íntegra o relatório da Comissão

Foto: jmawork via Flickr

X