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Criança e Consumo reúne especialistas em lançamento de relatório da ONU sobre o impacto do marketing nos direitos culturais

Criança e Consumo reúne especialistas em lançamento de relatório da ONU sobre o impacto do marketing nos direitos culturais

Criança e Consumo reúne especialistas em lançamento de relatório da ONU sobre o impacto do marketing nos direitos culturais

Ana Lucia Villela, presidente do Instituto Alana, fará a abertura; Ekaterine Karageorgiadis mediará mesa redonda com Danilo Miranda, Neca Setubal e Pedrinho Fonseca.

O Projeto Criança e Consumo, do Instituto Alana, realiza, no próximo dia 28 de março, em São Paulo, uma mesa redonda para apresentar, nas perspectivas da educação, cultura e comunicação, os impactos das ações de comunicação mercadológica sobre os Direitos Culturais (faça sua inscrição aqui). Na ocasião, o Criança e Consumo fará o lançamento da versão traduzida para o português do ‘Relatório sobre o Impacto do Marketing na Fruição dos Direitos Culturais’, da relatora especial da Organização das Nações Unidas (ONU), Farida Shaheed, que aborda o tema da publicidade dirigida às crianças, especialmente quando realizada dentro das escolas.

A abertura do evento será feita por Ana Lucia Villela, presidente do Instituto Alana, que apresentará um breve panorama do trabalho do Instituto sobre o tema. Na sequência, Ekaterine Karageorgiadis, coordenadora do projeto Criança e Consumo, mediará a mesa redonda. Participam: Danilo Miranda, sociólogo e diretor regional do Sesc-SP, que falará sobre o universo cultural, e trará para o evento temas que envolvem o avanço do mercado sobre as atividades culturais infantis e suas interferências; a socióloga Neca Setubal, presidente do Conselho de Administração do CENPEC (Centro de Estudos e Pesquisas em Educação, Cultura e Ação Comunitária) e da Fundação Tide Setubal, que abordará o marketing no âmbito educacional e como as escolas podem lidar com a questão; e Pedrinho Fonseca, consultor de comunicação digital e cultural, que contará um pouco da visão do mercado publicitário sobre a comunicação mercadológica dirigida ao público infantil e fará considerações sobre como, na sua visão, o assunto poderia ser tratado.

“Esperamos com esse evento e com a publicação do documento ampliar a compreensão sobre as consequências das estratégias de comunicação mercadológica direcionadas às crianças, principalmente aquelas realizadas por empresas dentro de instituições educativas e culturais. Também queremos contribuir para a efetivação da prioridade absoluta de todos os direitos das crianças, inclusive nas relações de consumo”, explica Ekaterine Karageorgiadis, coordenadora do projeto Criança e Consumo, do Instituto Alana.

Serviço:
Mesa redonda e lançamento da tradução do ‘Relatório sobre o Impacto do Marketing na Fruição dos Direitos Culturais’
Data e horário: 28 de março (3ª-feira), das 9h30 às 12h
Local: Auditório da Unibes Cultural
Endereço: Rua Oscar Freire, 2500, Sumaré – São Paulo / SP
Evento gratuito aberto ao público. Vagas limitadas.
Inscrições pelo formulário disponível no link:
https://goo.gl/Iu06Mx

Veja também:
– Para ONU, publicidade infantil e ações de marketing em escolas devem ser proibidas
– Defensoria Pública entra na Justiça para tirar Ronald McDonald das escolas
– Projeto de Lei que proíbe publicidade nas escolas é aprovado em Comissão
– Dicas: 5 passos para evitar ações de marketing dentro das escolas

2 comentários em “Criança e Consumo reúne especialistas em lançamento de relatório da ONU sobre o impacto do marketing nos direitos culturais
  1. Gisele Freitas says:

    Ate intendo que a regulamentacao da publicidade infantil é essencial para a construcao de uma sociedade menos consumista e mais unida.
    Mas no meu ver a publicidade infantil é de suma importancia a varios conteudos para as crianças sobretudo na televisao que precisa de anunciantes para existir.
    Proibir publicidade infantil é acabar com os patrocinios do desenho do meu,do seu filho.É o Mc lanche feliz que patrocina esses conteudos,a Nestle que patrocinia,é a Mondelez entre outras…
    A tv aberta dizimou o conteudo infantil pois nao ha lucro,ja proibiram os mershans e agora ate a publicidade.
    Sou de uma epoca em que tinhamos muitos a crianças,programas de montam,todos assistim e era muito legal.
    Hoje sobretudo a tv aberta virou um local de exocismo de grupos religiosos,de programas adultos com temas adultos entre outros.
    A tv atualmente erotiza mais as crianças do que a publicidade em si.
    Quem sofre com isso,facil?
    As crianças que nao tem condicao de pagar por um desenho na tv acabo e nem na internet.
    O jeito é o meu filho assistir conteudo de baixaria,violencia,e conteudos para adultos recheados de mershan de alimentos e outras coisas.

    • Criança e Consumo says:

      Olá Gisele, obrigada pela mensagem.

      Entendemos a sua frustração com a programação disponível às crianças pelas emissoras públicas. As redes comerciais costumam dizer que a redução da programação infantil se deve à edição, em 2014, da Resolução nº 163 do Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (Conanda), que dispõe sobre a abusividade do direcionamento de publicidade e de comunicação mercadológica à criança [http://criancaeconsumo.org.br/biblioteca/publicidade-infantil-e-ilegal-entenda-o-impacto-da-resolucao-1632014-do-conanda/].

      A verdade, porém, é que o espaço dedicado à programação infantil vem diminuindo desde 2010, ou seja, muito antes da edição da referida resolução. Dados do Ibope Media, por exemplo, mostram que, neste período, a audiência dos canais de televisão abertos caiu como um todo [http://celebridades.uol.com.br/ooops/ultimas-noticias/2015/09/11/tv-aberta-cai-e-tv-paga-dispara-135-no-pais-em-5-anos.htm]. A menor oferta de programas infantis, portanto, se deu, essencialmente, por interesse comercial das próprias emissoras e não pela restrição ao direcionamento de publicidade à criança.

      O Criança e Consumo entende que a televisão aberta tem o dever de dedicar parte de seu conteúdo ao público infantil. As crianças têm direito, garantido pelo ordenamento pátrio, a uma programação de qualidade. A Constituição Federal, em seu artigo 221, exige que a programação das emissoras de rádio e televisão atenda à “preferência a finalidades educativas, artísticas, culturais e informativas”. É certo, portanto, que nossa legislação imputa às emissoras o dever de exibir programas de qualidade às crianças.

      Não faz sentido, afinal, querer garantir o direito das crianças a uma programação televisiva de qualidade violando outro direito, ou seja, direcionando, a meninos e meninas com menos de 12 anos, publicidade que usa da sua falta de discernimento para induzir-lhes ao consumo de produtos e serviços. A publicidade para crianças é abusiva, portanto, ilegal, nos termos do art. 37, parágrafo 2º, do Código de Defesa do Consumidor, desde 1990, aplicando às relações de consumo a prioridade absoluta que a Constituição Federal e o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) estabelecem.

      Um abraço,
      Equipe Criança e Consumo.

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