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Criança e Consumo lança campanha de denúncia contra o McLanche Feliz

Criança e Consumo lança campanha de denúncia contra o McLanche Feliz

Criança e Consumo lança campanha de denúncia contra o McLanche Feliz

Ação baseia-se no exemplo de um cidadão brasiliense que denunciou a publicidade infantil abusiva da rede de lanchonetes ao vender brinquedos junto de produtos alimentícios

 

Após constatar a exposição de brinquedos próxima ao balcão de atendimento para a promoção do combo infantil McLanche Feliz, em uma das lojas da rede de fast food McDonald’s em Brasília, Wêsley Henrique de Assis denunciou ao Ministério Público a estratégia da empresa de direcionar publicidade às crianças.

“Como pais queremos sempre ver os filhos felizes e essas práticas do McDonald’s também nos afetam. Nós sentimos na pele o quanto nossas crianças são atingidas facilmente por essa publicidade maldosa que se aproveita da ingenuidade delas para torná-las consumistas”, relatou o servidor público de 46 anos.

O Criança e Consumo foi procurado pelo Ministério Público para contribuir com informações e, inspirado nessa ação, resolveu convidar outras pessoas a replicar a ação.

Assim, no último dia 10, o programa lançou nas redes sociais a campanha “Abusivo Tudo Isso”, com o objetivo de incentivar a assinatura de uma petição com denúncia  para a Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), do Ministério da Justiça, com cópia para o Serviço de Atendimento ao Consumidor do McDonald’s, exigindo o fim dessa prática.

“Nós recebemos, o tempo todo, mensagens em nosso site, redes sociais e e-mail de pessoas indignadas com as estratégias publicitárias abusivas direcionadas às crianças por essa rede de fast food. Queremos que as pessoas saibam do seu poder de mobilização e denúncia e que a empresa tome conhecimento do descontentamento gerado por suas ações”, explicou Ekaterine Karageorgiadis, coordenadora do Criança e Consumo.

O texto base da campanha argumenta que não há dúvidas de que a oferta de brinquedos ou de outros itens colecionáveis busca atrair crianças ao desejo de consumo de produtos e que, além de impactar, desde muito cedo, os hábitos alimentares das crianças, propaga consequências negativas como consumismo, impactos ambientais e o estresse familiar.

“Ainda que a empresa comercialize os brinquedos independentemente da venda dos produtos alimentícios, é possível identificar prática equivalente à venda casada”, o que é ilegal, visto que o “preço para a compra do brinquedo isoladamente é claramente abusivo, porque representa mais de 66% do preço individual dos itens do combo”, afirma o texto.

Reafirmando a ilegalidade  e abusividade da estratégia publicitária que viola tanto artigos da Constituição, do Estatuto da Criança e do Adolescente e do Código de Defesa do Consumidor, quanto do Marco Legal da Primeira Infância e do Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (Conanda), o documento finaliza solicitando que o Senacon adote medidas para o fim dessa prática, para assim, garantir a proteção dos direitos das crianças nas relações de consumo.

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