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Conferência Nacional de Juventude apoia regulação da publicidade infantil

Conferência Nacional de Juventude apoia regulação da publicidade infantil

Conferência Nacional de Juventude apoia regulação da publicidade infantil

Os participantes da 3ª Conferência Nacional de Juventude – As Formas de Mudar o Brasil – assinaram uma moção de apoio à efetivação da regulação da publicidade infantil no país. No texto eles alegam que a regulação é uma “forma de proteção das crianças e adolescentes frente aos apelos da publicidade e da comunicação mercadológicas a eles e elas dirigidas, as quais se utilizam de sua vulnerabilidade e contribuem em larga escala para o reforço dos estereótipos de gênero, de raça e de orientação sexual, bem como para o aumento da violência, da obesidade e das doenças crônicas não transmissíveis e do consumismo”.

A Conferência, que aconteceu entre os dias 16 e 19 de dezembro de 2015, em Brasília, é um espaço para debater a participação da juventude no Brasil, discutindo ações para os poderes públicos, e pactuando instrumentos de monitoramento e ação entre as redes de organizações, com foco no controle social das políticas públicas de juventude.

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A moção, assinada por 201 participantes, defende ainda que a regulação é fundamental para difundir uma “nova mentalidade na juventude, adolescência e infância brasileiras no que tange aos hábitos de consumo, com impacto direto em questões cruciais para o futuro, como sustentabilidade e violência”. O texto exige também a efetivação integral e a implementação da Resolução 163 do Conanda (Conselho Nacional dos Direitos das Crianças e dos Adolescentes) e considera a Resolução um instrumento de referência para futuras regulações.

Vale lembrar que em 2014 cerca de 9 milhões de estudantes entraram em contato com o tema da publicidade infantil na redação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), e agora, muito daqueles jovens estão ao lado do Projeto Criança e Consumo e tantas outros movimentos apoiando a regulação e juntos neste debate fundamental para o respeito aos direitos das crianças e jovens do Brasil.

Leia o documento na íntegra.

Foto: Divulgação

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