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Campeonatos esportivos nas escolas devem ser livres de publicidade

Campeonatos esportivos nas escolas devem ser livres de publicidade

Campeonatos esportivos nas escolas devem ser livres de publicidade

Projeto Criança e Consumo enviou notificação para  Nestlé sobre o direcionamento de ações mercadológicas da marca Nescau a crianças em escolas e espaços públicos.

Campeonatos com jogos de basquete, futsal, handball e vôlei, com medalhas e troféus fazem parte do calendário de diversas escolas. Mas a situação deixa de ser trivial quando essa atividade recebe o nome de ‘Copa Nescau‘ e os prêmios e camisetas dos times estampam o logo e símbolos relacionadas à marca. A ação realizada pela Nestlé Brasil para crianças de 10 as 12 anos de idade, com o intuito de estabelecer uma relação positiva entre a marca e a experiência, ocorreu em espaços públicos e em escolas de São Paulo, como os Centros Educacionais Unificados (CEUs) e o ginásio poliesportivo do Pacaembu.

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O projeto Criança e Consumo tomou conhecimento da ação e enviou em janeiro uma notificação à empresa para comunicar sobre a abusividade do direcionamento de comunicação mercadológica às crianças. “O patrocínio e a promoção dos eventos esportivos dentro do ambiente escolar, que deveria ser um espaço livre de publicidade, são apresentados como ações que teriam, supostamente, o objetivo de estimular a prática de atividades físicas e a adoção de hábitos alimentares saudáveis pelas crianças e seus familiares. No entanto, o uso da linguagem lúdica e do entretenimento, que permeia profundamente o universo e o momento da infância, demonstra a opção da empresa de direcionar sua mensagem ao público infantil para convencê-los a consumir os produtos da marca Nescau”, diz Isabella Henriques, diretora de Advocacy do Instituto Alana.

Em fevereiro, o Criança e Consumo se reuniu com representantes da Nestlé que se comprometeram em não realizar mais o campeonato nos CEUs e direcionar a comunicação do site da competição para pais, responsáveis e professores. A equipe do Criança e Consumo vai acompanhar para garantir que a empresa deixe de falar com as crianças e permita que os tradicionais campeonatos infantis aconteçam sem qualquer publicidade.

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