Biotropic Cosmética Licensing – Linha infantil Biotropic (julho/2015)

Atuação do Criança e Consumo:

O Instituto Alana, por meio de seu programa Criança e Consumo, constatou o desenvolvimento de ações de comunicação mercadológica dirigidas a crianças promovidas pela empresa Biotropic Coméstica Licensing para a promoção de sua linha infantil de cosméticos.

A estratégia publicitária transmídia realizada pela marca, divulgada por meio de comerciais de televisão, redes sociais, e canais de YouTube, utilizou linguagem imperativa, músicas, personagens e animações do universo infantil (como Phineas e Ferb, Homem Aranha, Avengers, Star Wars, Monster High, Meu Malvado Favorito, Barbie e outros).

Além disso, outra estratégia de comunicação mercadológica utilizada pela empresa foi o envio de seus produtos para crianças e adolescentes conhecidas por serem blogueiros, vlogers ou youtubers mirins, para que eles os promovessem nas redes sociais das quais fazem parte.

A campanha desenvolvida pela marca torna evidente a intenção da anunciante de dirigir sua mensagem comercial ao público infantil, alcançando diretamente às crianças e utilizando-se de sua hipervulnerabilidade para seduzi-las ao consumo dos produtos que comercializa e, com isso, impulsionar suas vendas.

O programa Criança e Consumo entende que práticas comerciais como a desenvolvida pela empresa Tilibra são abusivas e, portanto, ilegais, por desrespeitarem a proteção integral e a hipervulnerabilidade da criança, em patente violação ao artigo 227, da Constituição Federal, diversos dispositivos do Estatuto da Criança e do Adolescente, artigos 36, 37, § 2º e 39, IV, do Código de Defesa do Consumidor e Resolução nº 163 do Conanda.

Diante do exposto, em 21.7.2015, o Instituto Alana, por meio de seu programa Criança e Consumo, enviou Representação ao Instituto Municipal de Proteção e Defesa do Consumidor de Serra (Procon-Serra) e ao Instituto Estadual de Proteção e Defesa do Consumidor do Espírito Santo (Procon/ES), a fim de que a empresa cesse com tal abusividade e ilegalidade, deixe de realizar ações semelhantes, bem como repare os danos já causados às crianças de todo o país.

 

Atuação do Procon/ES:

Em 10.9.2015, o Procon/ES determinou a abertura de processo administrativo nº 0155-041-562-0 para a averiguação dos fatos.

O Criança e Consumo segue acompanhando os desdobramentos do caso.

 

Arquivos relacionados:

Atuação do Criança e Consumo:

21.7.2015 – Representação encaminhada ao Procon-Serra e Procon-ES

 

Atuação do Procon/ES:

10.9.2017 – Determinação de abertura de processo administrativo

 

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